quinta-feira, 6 de julho de 2017
Berg Lima recebeu 1ª parcela da propina em casa, revelou empresário
O Blog do Marcos Wéric teve acesso a peça processual onde o Ministério Público Estadual da Paraíba pede a prisão do prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos) por pratica de corrupção ativa após ser flagrado recebendo dinheiro de um comerciante que estaria sendo extorquido pelo prefeito. De acordo com depoimento do comerciante João Paulino de Assis, o prefeito já teria recebido R$ 8 mil em dinheiro como fruto da extorsão em duas parcelas. Os primeiros R$ 5 mil, segundo o comerciante, foram entregue na casa do prefeito, no bairro Jardim Aeroporto, em Bayeux.
O comerciante revelou que após cobrar insistentemente ao prefeito Berg Lima valores deixados em aberto pela gestão passada, recebeu uma proposta do próprio gestor. Segundo Paulino, ele teria pedido ao prefeito que adiantasse pelo menos R$ 10 mil, do total devido, cerca de R$ 77 mil. O prefeito então, propôs liberar R$ 15 mil reais, porém, o empresário teria que lhe devolver em mãos, R$ 5 mil e só ficar com dez mil.
O empresário alegou que, estando muito necessitado, acabou aceitando a proposta indecente do prefeito.
Após receber a primeira parcela do pagamento, de R$ 15 mil, combinou com o prefeito, a entrega da propina no valor de R$ 5 mil. O prefeito pediu para receber o dinheiro em casa. Os dois combinaram através de conversas no aplicativo WhatsApp, o prefeito passou a localização da sua casa, e o comerciante foi até lá entregar o dinheiro.
Segundo relato, o comerciante ligou para o prefeito para avisar que tinha chegado e este procurou saber se ele estava sozinho. Tendo o sinal positivo como resposta, saiu de casa, foi até o carro de Paulino, pegou o envelope com o dinheiro e voltou correndo para dentro de casa. Uma cena lamentável.
Os pagamentos continuaram sendo liberados, mediando o pagamento da propina ao prefeito. No último dia 30, o prefeito recebeu mais três mil e receberia mais R$ 3. 500 no dia ontem, quando foi preso em flagrante com a colaboração do comerciante.
No pedido de prisão, que foi acatado integralmente, inclusive com afastamento do prefeito do cargo, o MP recela ainda a notas do dinheiro que foi entregue ao prefeito digitalizadas.
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