Investigadores apuram se o ex-senador Gim Argello usou a paróquia para lavar dinheiro sujo do petrolãoGim Argello e o padre Moacir, da paróquia de São Pedro, no Distrito Federal(VEJA.com/VEJA)
A Polícia Federal encontrou em buscas na sede da OAS, em São Paulo, o recibo do depósito de 350.000 reais feito pela empreiteira à Paróquia de São Pedro, em Taguatinga, no Distrito Federal. Os investigadores apontam que a empresa pagou propina ao ex-senador Gim Argello por meio de repasses à igreja, frequentada por ele há cerca de dez anos e situada em seu reduto eleitoral. O documento foi anexado como prova na ação penal que tem o político como réu pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A procuradoria apura se a igreja foi usada como uma lavanderia de dinheiro sujo. "O repasse da vantagem indevida foi efetuado com dissimulação de origem e natureza para ocultar sua verdadeira finalidade, mediante repasse para a Paróquia São Pedro", afirma o MPF na denúncia. No depoimento, o pároco negou irregularidades, dizendo que o dinheiro foi usado para construir um tempo de 12,2 mil metros quadrados.
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Em mensagens interceptadas pelos investigadores, o ex-diretor comercial da OAS Roberto Zardi, cujo nome aparece no carimbo do recibo, manda uma mensagem por WhatsApp a Leo Pinheiro, dizendo que o pagamento à igreja foi efetuado. "Doação, confirmado recebimento_Alcoólico", diz ele. Segundo os investigadores, o termo "Alcoólico" se referia ao nome de Gim, similar à bebida destilada.
