sábado, 3 de junho de 2017

População demonstra insatisfação com construção de presídio e Polícia Federal apresenta benefícios para Bayeux




Bayeux está no centro de um debate sobre a construção de uma penitenciária federal de segurança máxima. A cidade foi escolhida pelas condições favoráveis à construção e logística da região.

A ideia é construir quatro pavilhões que comportam até 208 presos, sendo eles provisórios e condenados. A obra pode durar até dois anos e deve ser erguida na divisa entre Bayeux e Santa Rita.

Nesta quinta-feira (1º) foi realizado um debate com vereadores e a população local para definir quais seriam os benefícios e malefícios da construção.

Requisitos para chegada da penitenciária

São 11 os requisitos técnicos da Portaria 98/2017 do Departamento Penitenciário Federal (Depen) que dão critério para a construção das cinco novas unidades.

De acordo com o Depen (departamento penitenciário nacional), o valor inicial da obra é de R$ 45 milhões e a cidade que recebe a unidade penitenciária se beneficia em R$ 7 milhões anuais, através de contratos de prestações de serviço.

O prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), juntos com vereadores da oposição e aliados, visitou o município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o qual já tem uma unidade penitenciária federal. Eles conheceram o presídio e as condições da cidade.

Benefícios às cidades

O Depen diz que são doadas viaturas e treinamento para polícias e guarda municipal locais e outros serviços em contrapartida à chegada da penitenciária às cidades.

Os apenados também têm oportunidade de fazer vestibular e entrar para o ensino superior, por meio de convênio com instituições regionais.

Empregos

Um concurso público deve preencher as vagas necessárias. Serão 400 empregos diretos na fase de construção e outros 80 por terceirização com o presídio pronto, além das vagas indiretas por prestação de serviço.

Por quê Bayeux?

Segundo o Depen, Bayeux concorreu com municípios como Petrolina, Serra Talhada, Ipojuca, Itaquitinga e Araçoiaba, esses em Pernambuco, os quais foram reprovados em alguns requisitos. Bahia e Maranhão tiveram cidades que nem entraram na concorrência por conta da falta de estrutura mínima.


Yves Feitosa/David Martins