Bayeux está no centro de um debate sobre a construção de uma penitenciária federal de segurança máxima. A cidade foi escolhida pelas condições favoráveis à construção e logística da região.
A ideia é construir quatro pavilhões que comportam até 208 presos, sendo eles provisórios e condenados. A obra pode durar até dois anos e deve ser erguida na divisa entre Bayeux e Santa Rita.
Nesta quinta-feira (1º) foi realizado um debate com vereadores e a população local para definir quais seriam os benefícios e malefícios da construção.
Requisitos para chegada da penitenciária
São 11 os requisitos técnicos da Portaria 98/2017 do Departamento Penitenciário Federal (Depen) que dão critério para a construção das cinco novas unidades.
De acordo com o Depen (departamento penitenciário nacional), o valor inicial da obra é de R$ 45 milhões e a cidade que recebe a unidade penitenciária se beneficia em R$ 7 milhões anuais, através de contratos de prestações de serviço.
O prefeito de Bayeux, Berg Lima (Podemos), juntos com vereadores da oposição e aliados, visitou o município de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o qual já tem uma unidade penitenciária federal. Eles conheceram o presídio e as condições da cidade.
Benefícios às cidades
O Depen diz que são doadas viaturas e treinamento para polícias e guarda municipal locais e outros serviços em contrapartida à chegada da penitenciária às cidades.
Os apenados também têm oportunidade de fazer vestibular e entrar para o ensino superior, por meio de convênio com instituições regionais.
Empregos
Um concurso público deve preencher as vagas necessárias. Serão 400 empregos diretos na fase de construção e outros 80 por terceirização com o presídio pronto, além das vagas indiretas por prestação de serviço.
Por quê Bayeux?
Segundo o Depen, Bayeux concorreu com municípios como Petrolina, Serra Talhada, Ipojuca, Itaquitinga e Araçoiaba, esses em Pernambuco, os quais foram reprovados em alguns requisitos. Bahia e Maranhão tiveram cidades que nem entraram na concorrência por conta da falta de estrutura mínima.
Yves Feitosa/David Martins
