quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Magistrados cobram Temer para indicar juiz de carreira ao STF


Segundo a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), juízes se preparam a vida inteira para aplicar a Lei e devem ser valorizados
Sessão no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) que decide se mantém ou não liminar que determina o afastamento de Renan Calheiros da presidência do Senado Federal - 07/12/2016 (Rosinei Coutinho/SCO/STF)

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), maior entidade de juízes do mundo, encaminhou ao presidente Michel Temer, nesta terça-feira documento defendendo que um terço das vagas do Supremo Tribunal Federal (STF) seja ocupado por magistrados de carreira.

A indicação de um juiz de carreira, concursado e de notório saber jurídico, é uma reivindicação antiga da associação. No dia 19 de janeiro, o Supremo perdeu o ministro Teori Zavascki, morto em acidente aéreo em Paraty, litoral do Rio de Janeiro. Temer ainda não definiu o sucessor, sob alegação de que só o fará quando a Corte máxima escolher o novo relator da Operação Lava Jato.

“O pleito da entidade é de que seja indicado um magistrado para o Supremo Tribunal Federal. Na AMB, temos mais de 14 mil juízes e eles não têm representatividade no Conselho Nacional de Justiça e no Supremo. Isso é motivo de descontentamento”, afirmou o presidente da AMB, Jayme de Oliveira.

Um dos nomes aventados para ocupar a vaga de Teori é o do ministro da Justiça Alexandre de Moraes que não é juiz de carreira. Moraes é advogado, já foi secretário de segurança pública do governo Alckmin, pertenceu ao Ministério Público e é livre-docente pela Universidade de São Paulo (USP).

VEJA!