quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Deputado lamenta postura do governador em não atender reivindicações do Sindifisco


O deputado Janduhy Carneiro (Podemos) usou a tribuna da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), na manhã desta quarta-feira (15), para repudiar a atitude do governador Ricardo Coutinho (PSB) em não atender ou responder aos ofícios do Sindifisco-PB, que iniciou uma série de paralisações a partir desta quarta, em todo do Estado. A suspensão do atendimento aos contribuintes acontece, das 8h às 18h, com a adesão dos fiscais de todos os setores de trabalho, nas cinco gerências de fiscalização do Estado.

O parlamentar revelou durante discurso que o pessoal do Fisco enviou quatro ofícios para o governador na tentativa de um diálogo para discutir a arrecadação fiscal na Paraíba, mas não houve resposta. O deputado pediu ajuda do líder do governo na ALPB, o deputado Hervázio Bezerra, para intermediar o encontro.

“Eu peço a ajuda do deputado Hervázio para facilitar o encontro dos auditores fiscais e o governador. Foram quatro ofícios enviados e nenhuma resposta. É lamentável a postura de Ricardo Coutinho em dar as costas para o Sindifisco que tem um trabalho fundamental para a economia do nosso estado. A audiência servirá para o pessoal do Fisco apresentar propostas edificantes para a Paraíba”, falou o deputado.

O Sindifisco iniciou nesta quarta a primeira de uma série de paralisações, conforme deliberação em recente assembleia da categoria. Os auditores decidiram paralisar as atividades um dia da semana, até que o governador Ricardo Coutinho se decida a dialogar com os auditores fiscais.

Em contato com a imprensa, Manoel Isidro, presidente do Sindifisco, disse que “há condições de o Governo atender nossas propostas, e quanto a isto não temos qualquer dúvida. Mostramos que as receitas próprias do Estado, graças ao trabalho competente da classe fiscal, cresceram substancialmente de 2010 a 2016 em mais de 95%, ou seja, quase que dobrou, enquanto as auditoras e os auditores, no mesmo período, acumulam defasagem de mais 40% em suas remunerações”, falou.





Assessoria