Um vendedor com residência informada na cidade de Posse, interior do Estado de Goiás, não foi localizado pela justiça de Pombal e foi intimado por edital para responder a ação de indenização por danos materiais e morais, movida por Raimundo Pedro de Sousa Silva, irmão do vereador de São Bentinho, Zé de Oscar. O portal acompanha o caso desde o início, em fevereiro de 2014, quando Raimundo registrou o caso na delegacia de polícia civil de Pombal.
Além do vendedor, identificado por Jacson Jhones Castro da Silva, figuram como partes no processo o site “OLX” e a “Edcar Veiculos”, que já se defenderam da alegação.
No edital, a então juíza da 1ª Vara, Rafaela Pereira Coutinho, citava o vendedor “para tomar conhecimento do inteiro teor da inicial e no prazo legal de 15 dias, querendo, contestar a presente, sob pena de sofrer os efeitos da revelia e confissão, presumindo-se aceitos como verdadeiros os fatos articulados pelo autor, prosseguindo nos termos do pedido”.
ENTENDA O CASO:
A vítima contou que comprou um carro Ford Fusion 2010, pelo valor de R$ 36 mil à empresa Edcar veículos, hospedada no site de vendas “OLX”.
De acordo com Raimundo, a vendedora chegou a lhe enviar os documentos do veículo, o que o levou a fazer o primeiro depósito bancário na conta de um possível dono da empresa, no valor de R$ 3 mil.
Dias depois procedeu duas novas operações bancárias, no valor de R$ 1.500 (cada), porém em conta de outra pessoa.
Mais R$ 10 mil foram depositados e por último, depositou R$ 20 mil, em outra conta fornecida pela “Edcar”.
Como não recebeu o carro e não consegui manter contato com os vendedores, Raimundo percebeu que havia caído num golpe, denunciando o caso à polícia para investigação.
O próprio site “OLX” faz alertas aos compradores na hora de efetuar comprar pela página: “Desconfie de anúncios que parecem bons demais para serem verdadeiros (preço muito baixo, doações, etc.); Evite pagar com antecedência a um vendedor que você não conhece, mesmo que o mesmo pareça super confiável; Na compra de veículos, verifique se o vendedor é o proprietário legítimo e as documentações (pessoais, jurídicas e do veículo) entrando em contato com o DETRAN”.
Naldo Silva – LIBERDADE PB