segunda-feira, 4 de abril de 2016

Vivendo à beira da falência, Fittipaldi tem carros e troféus leiloados


Emerson Fittipaldi foi campeão mundial de Fórmula 1 em 1972 e 1974. Foto: Divulgação

Bicampeão mundial de Fórmula-1, o brasileiro Emerson Fittipaldi vive uma grave crise financeira, de acordo com reportagem exibida no programa Domingo Espetacular, da TV Record. Dono de 10 empresas, sendo que algumas delas já não existem mais, o ex-piloto estaria sendo cobrado na Justiça por credores e teria bens penhorados para quitar dívidas que somariam R$ 27 milhões.

Mais de 60 ações que tramitam na Justiça contra o ex-piloto. A lista de credores contra o ex-piloto inclui bancos privados e públicos, prefeituras, empresários e até dono de posto de gasolina.

Os bancos Bradesco, ABC, Safra, HSBC, Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, entraram com ações na Justiça pedindo ressarcimento por créditos bancários feitos ao piloto. Os empréstimos dos bancos foram concedidos à empresa do piloto, a EF Marketing e Comunicação LTDA.

A Justiça determinou a penhora dos bens diante da impossibilidade de arcar com todos os valores pedidos. O carro Penske, com o qual Emerson venceu as 500 Milhas de Indianápolis, foi levado do escritório do empresário na Avenida Rebouças, em São Paulo. Tanto o modelo da Indy quanto o Copersucar Fittipaldi, carro da única equipe brasileira na F-1, foram guardados no autódromo de Interlagos e devem ser avaliados e leiloados.

Outros locais alvos da Justiça seriam as fazendas que Emerson tem em Araraquara e onde plantava laranjas — que não teriam entrado na penhora devido ao estado de abandono —, além de bloqueios de suas contas bancárias e a possível repatriação de bens no exterior.

Em contato com a TV Record, Fittipaldi destacou que “enfrenta as dificuldades geradas pelo cenário econômico do país, e que tem a convicção de que irá superar estes problemas de uma forma positiva”.

tribunaonline.com