domingo, 3 de abril de 2016
Presa por espancar o ex-marido até a morte, em Cariacica
Valdeles Faria, ao lado dos policiais militares, caminha no local onde ela matou o aposentado Cosme Faria. Foto: Antônio Moreira
O aposentado Cosme Faria, 57 anos, foi morto na manhã de ontem, pela ex-mulher e pelo namorado dela, em um terreno, onde ele cuidava de uma horta. Ele foi morto com golpes da bengala que usava para se locomover e de uma barra de ferro.
O crime aconteceu às 6 horas de ontem, em um terreno em frente à casa onde ele morava, na rua da Paz, no bairro Nova República, em Cariacica-Sede.
A dona de casa Valdeles dos Santos de Jesus Faria, 36 anos, e o vigilante Leandro de Paiva, 36, confessaram o crime. Valdeles era casada com Cosme em cartório, mas o casal não morava mais na mesma residência.
Cosme era aposentado por invalidez desde 1998, depois de sofrer dois AVCs e descobrir que sofria de esclerose múltipla. Segundo a família, ele estava bastante debilitado e tinha dificuldades de se locomover.
Segundo o plantonista da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Rodrigo Sandi Mori, no sábado à noite, Leandro e Valdeles marcaram um encontro com Cosme por um aplicativo de celular. Ao chegarem ao local, eles mataram o aposentado.
O vigilante confessou como matou Cosme. “Eu tirei a bengala da mão dele e desferi vários golpes. Ele ficou caído no chão e eu fui embora”, disse.
Segundo o delegado, depois que Leandro foi embora, Valdeles chegou ao local e terminou de matar o aposentado com a barra de ferro.
Ela também explicou como agiu.
“Eu vi ele caído e bati com a barra de ferro até ele morrer. Ele ainda olhou para mim e disse que ia se safar dessa, mas bati até ele não reagir mais. Imaginei que ia me sentir bem fazendo isso. Mas estou me sentindo pior”.
Segundo ela, a motivação é porque ela seria maltratada por ele. Valdeles e Leandro confessaram que decidiram matar o aposentado há uma semana e, na noite de sábado, planejaram o crime.
Eles foram autuados por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima e levados ao presídio. “Foi um crime com requintes de crueldade. Não temos dúvidas quanto à execução, mas temos duas versões e os fatos serão investigados”, disse Sandi Mori.
*Reportagem: Taís de Hollanda e Waldir Moura
**Reportagem completa no Jornal A Tribuna de domingo (3)
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