A apresentação do espetáculo ‘Cabaré’, do Pastoril Profano, foi interrompido após comunicado de decisão judicial na noite do último sábado (2), no município de Bayeux, na Região metropolitana de João Pessoa. A portaria assinada pelo juiz da vara da infância e juventude de Bayeux, Antônio Rudimacy, interrompeu o espetáculo, que acontecia no ginásio do colégio Jaime Caetano. Edilson Alves, da Companhia Paraibana d eTeatro e diretor do espetáculo, afimou ter se sentido “na ditadura”.
Fiscais do Judiciário estiveram no local e informaram que o espetáculo teria que parar pelo fato de haver crianças menores de 16 anos, que de acordo com a portaria não deveriam assistir ao espetáculo, mesmo que acompanhadas dos pais.
Ao tomar conhecimento da portaria, o diretor do espetáculo, Edilson Alves, comunicou à plateia que estava se sentindo constrangido e que isso foi a primeira vez que lhe aconteceu. “Gente de Bayeux, preciso parar o espetáculo agora. O juiz da cidade disse que não podemos continuar enquanto não forem retiradas todas as crianças menores de 16 anos, mesmo aquelas acompanhadas dos pais ou responsáveis. Faz 23 anos que o Pastoril realiza espetáculos pelo Brasil inteiro e isso nunca aconteceu, mas aqui em Bayeux estamos passando por esse constrangimento. Infelizmente estou me sentindo o pior bandido de João Pessoa, nem na ditadura faziam isso”, disse Edilson. O ator foi aplaudido pelo público.
Em sua página numa rede social, o diretor do espetáculo fez um desabafo onde escreveu estar se sentindo como um criminoso. “Hoje estou me sentido o pior bandido de João Pessoa, depois de tantos anos fazendo teatro na Paraíba, fui obrigado a devolver o dinheiro da pessoas na cidade de Bayeux.”
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Segundo informações de integrantes da produção, os fiscais teriam sinalizado ligar para a polícia com objetivo de deter os atores do espetáculo. “Como pode a justiça chegar ao ponto de pensar em ligar para a polícia para recolher os artistas? Falo isso por ter presenciado esta atitude”, afirmou o produtor.
De acordo com informações de pessoas que estavam assistindo ao espetáculo, o oficial de Justiça também fez uso do microfone e explicou que estava ali apenas para fazer cumprir a lei e que, de acordo com a decisão judicial, crianças com idades inferior a 16 anos não poderiam ficar no ginásio.
Após vários minutos de diálogo entre os ficais e a produção do espetáculo, o evento foi cancelado e o dinheiro arrecadado foi devolvido. A produção calcula um prejuízo de mais de R$ 3 mil.
PB Agora
