Menos de uma semana depois dos atentados terroristas ao aeroporto e ao metrô de Bruxelas, na Bélgica, dois ataques colocaram o mundo em alerta novamente. O primeiro ocorreu na segunda-feira 28, quando tiros foram disparados no Capitólio, complexo que abriga o Senado e a Câmara de Deputados dos Estados Unidos, em Washington. O homem, que foi barrado no Centro de Visitantes por estar armado (soube-se depois que era uma espingardinha de chumbo), foi preso e uma mulher ficou ferida. Cheia de turistas nessa época do ano por causa da chegada da primavera no hemisfério norte, a região foi evacuada durante o tiroteio, e os funcionários ficaram trancados dentro do prédio. O alerta vermelho chegou à Casa Branca e à Suprema Corte, que também foram fechadas. No dia seguinte, um avião da EgyptAir, que transportava 81 pessoas na rota Alexandria-Cairo, no Egito, foi sequestrado e pousou no Chipre.
O mandado foi tão inócuo quanto as mudanças feitas nos aeroportos egípcios após a explosão do voo 9268 da Metrojet, que saiu de Sharm El Sheik com destino a São Petesburgo, na Rússia, em 31 de outubro de 2015. À época, o Estado Islâmico disse que colocou uma bomba caseira na aeronave, muito provavelmente com a conivência de algum funcionário do aeroporto.
Por isso, na terça-feira 29, a ameaça de Seif Eldin Mustafá, que afirmou estar vestindo um cinto explosivo, foi levada tão a sério. Antes de liberar os passageiros e os tripulantes sem nenhum arranhão, o egípcio de 59 anos fez exigências desconexas. Disse que queria entregar uma carta à ex-mulher, que vive no Chipre, e pediu asilo ao país. À imprensa cipriota, Marina Paraschos afirmou que a história do casal nada tem de romance, é rica em “dor, horror e angústia.” Para ela, o divórcio, que ocorreu há 25 anos, foi uma “libertação.”
istoe.com
FOTOS: REUTERS/Yiannis Kourtoglou; REUTERS/Joshua Roberts
